Conto de Terror (Gênero textual)

 Fundamentos da Língua Portuguesa - 8º e 9º

ler e produzir um conto de terror; 

• identificar os elementos essenciais de uma narrativa e a organização de um conto de terror;

• aprofundar os conhecimentos a respeito dos tipos de narrador em gêneros narrativos ficcionais; 

• refletir sobre a regularidade e a irregularidade dos verbos da língua portuguesa; 

 • empregar com consciência as palavras grafadas com as letras G ou J











 Estudo do texto

 
1. Observe, a cima, a capa do livro do qual foi extraído o conto “A máscara da Morte Escarlate”. 

a) O que representa a imagem que se destaca na ilustração da capa? 

b) Pela capa, de que tipo você supõe que sejam as histórias do livro? 

c) O título do conto lido, “A máscara da Morte Escarlate”, confirma sua suposição quanto ao tipo das histórias do livro? Por quê?

2. Segundo o texto, a Morte Escarlate “havia muito devastava o país”. 

a) O que era a Morte Escarlate?

b) Levante hipóteses: Por que as letras iniciais das palavras que compõem essa expressão são maiúsculas? 

c) Do ponto de vista físico ou material, de que modo a Morte Escarlate se manifestava?

3. O príncipe Próspero é uma das figuras centrais do conto. 

a) Como ele é caracterizado? Que relação há entre o nome e as características dele? 

b) Que providências ele toma para evitar a Morte Escarlate?

4. Depois de cinco ou seis meses de reclusão no mosteiro-castelo, o príncipe decide oferecer a seus convidados um baile de máscaras, que ocorre nos salões do mosteiro. 

 a) Quantos eram os salões? O que os caracterizava? 

 b) Por que o sétimo salão era especialmente diferente dos outros? 

 5. Releia esta descrição do baile:

De um ao outro, pelos sete salões, desfilava majestosamente, na verdade, uma multidão de sonhos. E eles — os sonhos — giravam sem parar, as sumindo a cor de cada salão e fazendo com que a impetuosa música da orquestra parecesse o eco de seus passos. Daí a pouco soa o relógio de ébano colocado no salão de veludo. Então, por um momento, tudo se imobiliza e é tudo silêncio, menos a voz do relógio

a) Interprete: O que eram os sonhos que desfilavam pelos salões?

b) Que elemento interrompia a atmosfera onírica, isto é, de sonhos, do baile, trazendo os convidados de volta à realidade?

6. À meia-noite, um fato novo cria pânico no salão

a) Qual é esse fato? 

b) Como é descrita a figura enigmática que surge no salão? 

c) Por que essa figura causa repulsa nos convidados? 

7. Aos poucos, a narração vai acentuando cada vez mais a atmosfera misteriosa e enigmática que envolve as ações. Faça um levantamento: Até o aparecimento da figura misteriosa, que elementos ou “pistas textuais” contribuem para a construção dessa atmosfera? 

8. “A máscara da Morte Escarlate” é um conto clássico, convencional, em que a estrutura é geralmente constituída pelas seguintes partes: 

 • Introdução: apresentação dos personagens, situados no tempo e no espaço. 

 • Complicação: desenvolvimento da ação; nela é apresentado o conflito (o problema a ser resolvido pelos personagens) e as ações se desenvolvem até chegar ao clímax (a solução do problema). 

 • Desfecho: desenlace ou conclusão; é a parte final da história. 

 Considerando essa estrutura e sua leitura do conto “A máscara da Morte Escarlate”, responda no caderno: 

a) Que parágrafo(s) do texto constitui(em) a introdução? 

b) Qual é o conflito ou o problema que motiva as ações dos personagens?

c) Que parte do conto constitui o clímax? 

d) Que parágrafo(s) constitui(em) o desfecho?

9. Dos participantes da festa, o príncipe é o único que tem coragem de afrontar o invasor que surge à meia-noite entre eles. 

 a) O que o príncipe sente diante dessa figura? Por que, munido de um punhal, ele tem o desejo de matar o estranho? 

 b) O que acontece com o príncipe quando vai apunhalar o invasor? 

 c) Que revelação sobre a estranha figura ocorre nesse momento? De que maneira ela pode ser interpretada? 

 d) Nas cenas finais, o invasor está “à sombra do relógio de ébano”. Levando em conta a presença constante do relógio na história, incluindo a cena final, interprete: O que ele representa? 

 e) Levante hipóteses: Que explicação pode ser dada ao fato de a cena acontecer no salão negro de janelas vermelho-sangue?

 10. Releia este trecho do final do conto: 

 E a vida do relógio de ébano dissolveu-se junto com a vida do último dos dissolutos. E as chamas dos braseiros extinguiram-se. E o domínio ilimitado das Trevas, da Podridão e da Morte Escarlate estendeu-se sobre tudo. 

Levante hipóteses: 

 a) Por que a vida do relógio e as chamas dos braseiros também se dissolveram? 

 b) Para a Morte Escarlate, o que significava aquele mosteiro inacessível no qual pessoas felizes e saudáveis tinham se refugiado? Que palavra ou expressão do texto pode confirmar sua resposta? 

11. “A máscara da Morte Escarlate” pode ser classificado como um conto de terror, uma vez que ele explora o horror, o mistério e o medo. 

 a) Antes da sua leitura, sugerimos que você tentasse identificar no conto a inquietação humana que ele possibilita discutir. De forma figurada, qual das principais inquietações dos seres humanos esse conto tem como tema? 

 b) Na sua opinião, que ponto de vista o conto expressa sobre essa inquietação humana? Ouça os colegas com atenção e procure explicar sua ideia de modo claro. 

 















GABARITO
1. a) A imagem que se destaca, um crânio humano, representa a morte.
b) Espera-se que os alunos associem a imagem do crânio a narrativas que envolvem morte, mistério ou terror.
c) Sim; porque no título do conto há menção à morte.
2. a)  A Morte Escarlate era uma peste que estava exterminando a população do país. 
b) Porque o autor quis dar à Morte Escarlate uma importância especial, como se ela fosse não uma morte qualquer, mas uma espécie superior que todos temiam.
c) Ela se manifestava por meio de dores agudas, tontura e sangramento pelos poros.
3. a) O príncipe é caracterizado no conto como “feliz, destemido e astuto” e “robusto e ousado”. Essas características correspondem ao significado do nome dele, ou seja, indicam que ele era um príncipe próspero e bem-sucedido.
b)  Ele decide enclausurar-se em um mosteiro-castelo com cerca de mil “amigos sadios e divertidos”.
4. a) Os salões eram sete, todos decorados com luxo e de acordo com os gostos excêntricos do príncipe. Cada um tinha uma cor: azul, púrpura (vermelho-escuro), verde, laranja, branco, roxo e preto. As janelas, com exceção das do salão preto, tinham a mesma cor das paredes e do teto.
4. b) Enquanto todos os outros salões tinham cores vibrantes e janelas da mesma cor, o sétimo salão era todo negro e tinha janelas vermelho-sangue.
5. a) Resposta Pessoal
5. b) O relógio de ébano.
6. a) O surgimento de uma figura fantasiada e estranha, que causa repulsa, terror e horror.
6. b) Vestida com roupas mortuárias da cabeça aos pés e usando uma máscara com a expressão enrijecida de um cadáver; além disso, suas vestes e a testa estavam salpicadas com sangue.
6. c) Porque essas características lembravam diretamente a Morte Escarlate, da qual estavam fugindo.
7. Possibilidade de resposta: O nome dado à peste (Morte Escarlate); sete salões (7 é um número místico); os tons negro e vermelho do sétimo salão (“vidraças da cor de sangue”) e a sensação desagradável que ele causava; o baile de máscaras; os cenários misteriosos; a ambientação onírica; o aparecimento de uma figura fantasiada de Morte Escarlate exatamente à meia-noite; o som forte e estridente do relógio.
8. a) O primeiro parágrafo.
8. b) O aparecimento de uma peste que foi chamada de Morte Escarlate. 
8. c) O momento em que o príncipe confronta a figura estranha que surge no baile, à meia-noite.
8. d)  O último parágrafo.
9. a) O príncipe sente repulsa ou terror e, depois, raiva. Ele tem o desejo de matar o invasor porque, primeiro, se sente agredido com a fantasia usada por ele e também porque o estranho se nega a lhe obedecer e começa a caminhar pelos salões.
9. b) Ele cai morto, sem que o estranho o tivesse tocado. 
9. c) A revelação de que não havia qualquer forma palpável dentro da fantasia. A estranha figura pode ser interpretada como a própria morte. 
9. d) Abra a discussão com a turma. Sugestão: Ele representa a passagem do tempo e, consequentemente, a proximidade da morte. O clangor do relógio interrompia a felicidade e os sonhos de todos para lembrar que a vida é breve e que a morte é inevitável. 
9. e) A sala negra representa a morte e a cor vermelho- sangue é uma referência à Morte Escarlate (a peste).
10. a) Porque, naquele momento, o relógio e as chamas deixaram de ter função. Tudo, então, sucumbe ao tempo infinito das trevas, da podridão e da morte, em completa devastação. 
b) Significava uma espécie de desafio. Ali, o príncipe e seus companheiros viviam em um estado de ilusão, por julgarem que daquela forma podiam se livrar do “domínio ilimitado das Trevas, da Podridão e da Morte Escarlate”. O emprego da expressão domínio ilimitado pode confirmar a ideia de que essa fuga jamais seria bem-sucedida. Espera-se que os alunos avaliem que é a morte.  
11. a) Espera-se que os alunos avaliem que é a morte.
11. b) Resposta Pessoal.

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